Eu nunca fui tão eu



Nossa vida é marcada pelas nossas interações. Logo quando nascemos interagimos com toda a família que vem nos conhecer, depois somos mandados para a escola e passamos cerca de 14 anos lá, interagindo com pessoas diferentes e é assim nossa vida toda. E a cada pessoa que vai passando, vai nos mostrando sua visão de mundo, manias e características e involuntariamente acabamos pegando algumas características para nós.

Minha vida toda eu me peguei com características de personalidade parecidas com as pessoas que eu andava na época. Seja no modo de falar, as palavras que usava, as coisas que eu assistia e ouvia. Entretanto, tudo era bem natural e eu nem chegava a perceber que fazia aquilo, mas tudo acabava virando a forma em que eu me mostrava para o mundo.

Nesse período de isolamento social eu percebi uma coisa: eu nunca fui tão eu como estou sendo agora. Em algum momento no tempo, eu deixei as características recebidas de lado e comecei a agir diferente do que o usual. Eu percebi que comecei a fazer coisas escolhidas por mim e não porque estava fazendo com outro alguém. Comecei a escolher as coisas que iria assistir e se eu quisesse parar no meio, estava tudo ok, porque eu estava fazendo por mim.

Você percebe que está fazendo algo por você mesmo quando não gasta energia tentando esconder ou explicar o porquê você faz algo. Eu descobri que não preciso esconder que eu amo reality shows, mesmo quando as pessoas que participam sejam pessoas com atitudes ruins ou que vão contra o que é certo. Pode parecer loucura, mas sempre estamos tentando receber validação dos outros, mesmo que inconscientemente. Quando percebemos que não precisamos disso, sentimos uma liberdade enorme.

Eu fiquei bem feliz em descobrir uma versão minha que não estava constantemente precisando provar ou agradar alguém e desejo que todos possam ter essa atitude também.

Tem aquela frase bem clichê que diz: seja você mesmo, mas isso é algo tão errado de se falar quando somos a soma de várias pessoas. A gente acaba se achando uma fraude, simplesmente por não saber separar nossas inspirações das nossas preferências pessoais. Você tem total liberdade de ser quem você quiser.

Você já parou para pensar em quem você seria sem ter vivenciado tudo o que viveu ou se não tivesse conhecido quem conhece?
Beijos

Liberando essa postagem que escrevi aqui pra o blog em maio e que té hoje está fazendo muito sentido pra mim.

20 comentários

  1. Such a lovely post! So true. And it's great not be so influenced by others. Love this! Especially, finding yourself!

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  2. It is so positive to read this. Amazing what we can do alone and especially what we can find out about ourselves, too. Love this Sunday post!

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  3. Oh, I so love your words. So glad you wrote this. I am enjoying the time being at home staying creative and looking forward to dramas no one else around me would even want to know about. I have one friend I know I have disappointed since I don't watch all the shows she is watching anymore. Great post!

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  4. Oi Tay, tudo bem?
    Nossa, me identifico muito. O isolamento me deixou com muito menos paciência pra "performar", e eu tenho conseguido colocar minha personalidade pra fora também.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  5. Olá, Tay.
    Somo sim uma soma de tudo que conhecemos, até mesmo de personagens de livros ou filmes que admiramos hehe. E até por isso existe o ditado me diga com quem andas que te direi quem és porque mesmo sem querer nos adaptamos as pessoas a nossa volta.

    Prefácio

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  6. Que maravilha, Tay! Não tem nada mais incrível e poderoso do que sermos quem somos. Durante toda a vida sofremos mudanças no percurso, tentamos nos encaixar e saber quem realmente somos. E quando nos encontramos é simplesmente libertador!


    https://naoseavexe.blogspot.com

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  7. Nossa, Tay!

    isso é tão verdade! A gente não precisa ter vergonha de quem a gente é... Na verdade, a gente tem que ser de propósito, né? Eu adoro gostar de coisas que nao sao tao comuns , confesso e adoro falar KKKKKKKKKKKKKKKKKK
    mas no inicio sempre é difícil, mas depois eu acho o desfecho tão gostoso ♥
    Adorei seu texto, de verdade, super casou também comigo agora rsrs

    Beijocas da Pâm
    Blog Interrupted Dreamer

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  8. Ei, tudo bem? Esse seu post faz todo o sentido, e chega ser até emocionante. Nós somos feitos de vivências e experiências, mas é tão libertadora a sensação de ser quem você quiser ser, sem se preocupar com os outros, só ser você mesmo. Eu amo reality shows também, achei super legal o seu post. Beijocas!

    https://resenhabookshouse.blogspot.com/?m=1

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  9. É normal que a gente ganhe hábitos ou gostos conforme com as pessoas que a gente convive e tem no ciclo social, isso é algo normal de acontecer. Mas não ser o que a gente quer ser, já é um pouco diferente e isso é ruim. Sei bem como é "esconder" certos gostos, passei por isso na adolescência, porque falavam que as músicas que eu ouvia não eram tão legais e isso e aquilo apenas que era bom. Era como se tivesse que gostar de outras coisas para se encaixar em tal ambiente. Hoje eu vejo como isso era uma bobagem. E é muito bom ser a gente mesma. Que bom que a quarentena te trouxe isso de bom e novo <3
    Beijos,
    Mundo Perdido da Carol
    Instagram: @carolinsweet
    Fan Page

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  10. There is so much freedom in not trying to please the people around us and just be ourselves. I totally understand what you mean.

    www.fashionradi.com

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  11. Beautiful photo. Thank you for sharing.

    New Post - https://www.exclusivebeautydiary.com/2020/10/lancome-la-vie-est-belle-eau-de-parfum.html

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  12. Eu já li que somos a média das 5 pessoas que mais convivemos, mas eu aprendi a apenas "puxar" o que é bom, aprender com as pessoas a ser boa e não má. Depois eu aprendi a ser um pouco mais egoísta, a me por em primeiro lugar e não as outras pessoas, foi assim que descobri quem eu realmente sou, e amei essa pessoa.

    Beijinhos
    Renata

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  13. Bom dia, Tay!
    Me senti mais madura ao longo desse isolamento, muitas coisas que eu amava deixei de amar. Os gostos, as amizades e os pensamentos mudaram muito. Evoluir é sempre bom.
    bjs www.diadebrilho.com

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  14. Concordo com suas palavras, sermos nós mesmos é libertador. Na adolescência, também pegava muitas características das pessoas que eu andava na época, mas conforme fui crescendo, fui deixando isso de lado e moldando minha própria personalidade. E isso é sensacional.

    Beijo.
    Cores do Vício

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  15. Oi,
    Você tem razão que nós somos o somatório das várias características das pessoas que conhecemos, mas se tivermos boas inspirações não tem mal nenhum nisso! Acho que não conseguimos ser "eu" sem influências!!
    xoxo

    marisasclosetblog.com

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  16. Oi, Tay

    Nossa, super me identifiquei com a postagem. Nós basicamente somos uma esponja e absorvemos mesmo características e comportamentos de pessoas ao nosso redor, além de procurarmos reproduzir somente aquilo que a sociedade acha "normal". Agora na casa dos 30 já aprendi o valor da minha própria companhia e da minha individualidade. Eu e minha consciência em primeiro lugar. Sempre.

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  17. que bom que você descobriu sua melhor versão nesse isolamento, é tão bom ser nós mesmos

    beijo
    A mina de fé

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  18. Oi, Tay!
    Amei a reflexão!! Eu sempre percebi que acabava pegando as manias das pessoas quando convivia com elas por muito tempo. Na época da escola isso acontecia direto! Me pegava usando as mesmas expressões, falando do mesmo jeito e isso acontecia com meus amigos também que pegavam minhas manias haha.
    Nunca tinha parado pra pensar nisso nesse contexto de pandemia! Acho que somos uma soma de todas as pessoas que já passaram por nossas vidas, e uma parte somos nós mesmos :D

    Estante Bibliográfica

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  19. Concordo, esse tempo de isolamento fez a gente se conhecer mais, e ser a gente mesmo, é algo libertador
    eu me conheci muito mais nesse tempo
    www.mundodasmulheresbrasil.com

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  20. Eu acho compreensível, minha prima era ou é assim ainda na verdade não sei como ela é, sendo ela mesma. É triste ainda mais pra família que nota tantas mudanças na características, nos gostos, nas roupas.
    Que bom que você agora pode ser você mesma e deve estar sendo libertador.
    O bom do isolamento é que ele acaba deixando a gente com mais tempo para pensar e aprender tanta coisa.
    Beijos!
    Pam Lepletier

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Eu sou a Tay Ribeiro, tenho 24 anos e moro no interior do Goiás. Viciada em vídeos de gatos fofos e em fazer listas. Aqui você encontra todas as coisas que eu mais gosto no mundo. more

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